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sábado, 23 de abril de 2011

Pintassilgo

Carduelis carduelis



É uma pequena ave fringilídea, comum em toda a Europa, mais abundante nas zonas central e meridional. É uma residente habitual nas zonas temperadas, mas as populações de latitudes mais altas migram para sul durante o inverno.



São aves de pequeno porte, com tamanho aproximado de 13 cm, com cerca de 20g, normalmente encontradas em bandos de até 40 indivíduos, fora da estação reprodutora. Na época do acasalamento, os pintassilgos separam-se por pares voltando a se unir após a vinda dos filhotes.



Os pintassilgos nidificam em terrenos abertos e bordas de bosques, em parques e jardins, entre Abril e Maio, pondo 4 a 6 ovos azuis com manchas pretas, que eclodem ao fim de 11 a 14 dias. Faz duas posturas e a incubação é feita pela fêmea. Alimenta-se basicamente de grãos silvestres. Gosta especialmente de sementes de cardos, o que deu origem ao nome do género. No Outono e inverno é avistado frequentemente em prados com muitos cardos. Porém, durante a alimentação das crias, procura também insectos.


O adulto possui a face vermelha e o resto da cabeça preta e branca. As asas são pretas com uma barra amarelo vivo, mais visível durante o voo. Uropígiobranco. Bico cor de marfim, mais escuro na ponta, grande e ponteagudo. Cauda furcada. É praticamente impossível distinguir os sexos no campo. O indivíduo jovem apresenta as asas idênticas ao adulto, e o restante corpo castanho-cinza claro com manchas mais escuras.
Tem um canto melodioso, levando a que seja ainda hoje capturado para gaiola.


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.



sexta-feira, 22 de abril de 2011

Fuinha-dos-juncos

Cisticola juncidis



A fuinha-dos-juncos é um pássaro da família Cisticolidae. É uma ave pequena, castanha e com o dorso riscado, que se esconde frequentemente por entre a vegetação, podendo por isso ser difícil de observar. Contudo, o seu canto, emitido em voo, torna esta pequena ave muito conspícua.




O canto faz lembrar o som de um insecto e consiste numa única nota emitida a intervalos de cerca de 1 segundo: "zit... zit... zit...".
O seu ninho é construído no solo, por entre as ervas.




Esta espécie distribui-se pelo sul da Europa e por uma grande parte de África. Em Portugal é comum em espaços abertos, sendo especialmente numerosa nas terras baixas do litoral. A fuinha-dos-juncos é uma ave muito sensível às baixas temperaturas, o que explica em parte a sua escassez nas zonas serranas do interior norte e centro.





Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

domingo, 10 de abril de 2011

Abelharuco-comum

Merops apiaster




O abelharuco-comum é uma ave de médio porte, com 25 a 30 cm de comprimento. É muito colorido, com plumagem de cores muito distintas: o dorso é castanho escuro na zona da cabeça, com gradação para amarelo para a área posterior e asas; a garganta é amarela, com uma bordadura fina de negro; o peito e zona ventral é azul claro; as asas são verdes com uma mancha central castanha-clara; tem uma máscara negra em torno dos olhos.




 Têm uma alimentação baseada em insectos, principalmente abelhas e vespas, como o seu próprio nome comum do grupo indica. As presas são caçadas em voo e antes de ingerir a sua refeição, o abelharuco retira o ferrão do insecto esmagando-o contra uma superfície dura.




O ninho é construído num túnel, que pode atingir 2 metros de comprimento, escavado pelo casal no solo ou em bancos arenosos de rios. O túnel é forrado com folhas ou restos de insectos. A postura tem 2 a 6 ovos, incubados ao longo de cerca de 20 dias por macho e fêmea. Os juvenis são alimentados por ambos os progenitores durante cerca de um mês, no ninho, e permanecem mais ou menos dependentes por mais três semanas fora do ninho.






sexta-feira, 1 de abril de 2011

Colhereiro

Platalea leucorodia


Características e identificação - O Colhereiro (Platalea leucorodia) pertence à família Threskiornithidae e é o único representante desta família (que inclui várias espécies de ibis) com presença regular em Portugal. Com cerca de 80 a 90 cm de comprimento, 115 a 130 cm de envergadura, pescoço e patas compridas e uma plumagem maioritariamente branca, o Colhereiro assemelha-se a uma garça-branca de grande dimensão. Apresenta, no entanto, pescoço e patas mais longas, plumagem de um tom branco-creme e um bico inconfundível, comprido e terminando em forma de colher. Na plumagem nupcial os adultos apresentam uma poupa de penas amarelo-pálido, uma mancha alaranjada na base do bico e uma banda alaranjada à volta do peito. O bico é preto com a extremidade alaranjada na estação reprodutora; as patas são pretas. Nos juvenis as pontas das asas são pretas; o bico é cor-de-rosa, tornando-se preto no primeiro Inverno. Trata-se de uma espécie que não oferece qualquer dificuldade de identificação quando bem observada, nomeadamente quando é possível observar o seu bico inconfundível.

Distribuição e abundância - Distribui-se de forma dispersa na Europa, principalmente nas regiões orientais, estando presente no Ocidente, mas ausente no Norte. Quase três quartos da população mundial nidificam na Europa (entre 5.000 e 9.000 casais), localizando-se os principais núcleos reprodutores na Rússia, Turquia, Hungria, Ucrânia, Países Baixos e Espanha. Para além do Paleárctico Ocidental, nidifica da Ásia Central, até ao Norte da China e desde a Índia até à costa africana do Mar Vermelho, e inverna no Norte de África. Em Portugal está presente no litoral sul do país como invernante, concentrando-se a maioria destas aves nos Estuários do Tejo e Sado, na Lagoa de Santo André e, principalmente, na Ria Formosa e Castro Marim. Como nidificante é raro, tendo mesmo chegado a desaparecer. No entanto, na última década estabeleceu-se novamente como nidificante no Paúl do Boquilobo, em Pêro Pião e na Ria Formosa.
Estatuto de conservação - Esta espécie encontra-se em acentuado declínio no que respeita a mais de dois terços da sua população, embora se registe um actual aumento na Europa Ocidental. Em Portugal tem estatuto de vulnerável. A nível europeu encontra-se protegido pelas convenções de Cites (Anexo II), Bona (Anexo II) e Berna (Anexo II) e ainda pela Directiva Aves (Anexo I).
Factores de ameaça - As principais causas de declínio desta espécie são a perda de locais de nidificação e de alimentação, devido às drenagens, deterioração e perturbação das zonas húmidas. Outros factores de ameaça são a exploração de ovos e crias e a poluição dos corpos de água utilizados como áreas de alimentação.
Habitat - Ocorre principalmente em zonas de clima quente, penetrando localmente em regiões temperadas. Ocupa zonas húmidas de baixa altitude e, de um modo geral, junto à costa, nomeadamente deltas de rios, estuários, lagoas e pauis. Os colhereiros necessitam, para se alimentar, de águas pouco profundas e de fundo lamacento. As colónias estabelecem-se em extensos caniçais, geralmente com arbustos e árvores, ou em ilhas, em locais seguros em relação à perturbação e a predadores terrestres.
Alimentação - Os colhereiros procuram o alimento em águas pouco profundas, em geral até aos 30 cm de profundidade. Caminhando, muitas vezes em grupo, fazem passar o bico com movimentos ceifantes, na cadência dos seus passos, através das camadas fluidas de lama. Deste modo capturam animais que vivem na lama ou que ali se escondem, principalmente insectos e as suas larvas, incluindo Coleoptera, Odonata, Trichoptera, Orthoptera, Diptera e Hemiptera. Alimentam-se ainda de pequenos peixes, moluscos, crustáceos, rãs, répteis e algum material vegetal.
Reprodução - Trata-se de uma espécie colonial, que pode formar colónias mistas com outras aves palustres, nomeadamente garças e corvos-marinhos. Os ninhos são construídos em caniços velhos ou, pontualmente, em árvores, encontrando-se a uma altura superior a 5 metros. De um modo geral, no centro de uma colónia a densidade de ninhos é muito elevada, podendo os vários ninhos, ao longo do tempo, formar uma única plataforma. A época de postura ocorre em Abril, sendo colocados entre 3 a 4 ovos manchados (por vezes 5 ou 6, raramente 7), que são incubados durante cerca de 25 dias. Os juvenis atingem a emancipação com 50 dias de idade.
Movimentos - Esta é uma espécie migradora e dispersiva. Os juvenis fazem pequenas deslocações em Julho e Agosto, mas as aves adultas só abandonam as colónias em Setembro, voltando no ano seguinte, em geral, no mês de Março. A migração é principalmente diurna, sendo comum observar bandos de colhereiros em formação. As populações nidificantes na Europa passam o Inverno na bacia do Mediterrâneo e no Nordeste de África, com excepção de algumas populações do Leste, que podem invernar no Médio Oriente e na Índia.
Curiosidades - A recolha de dados, através da leitura de anilhas, relativos à proveniência das aves reprodutoras em Portugal demonstrou que aquelas que nidificam na Ria Formosa e em Pêro Pião são maioritariamente de origem espanhola, enquanto que as do Boquilobo são, em geral, holandesas.

Locais favoráveis de observação - Em Portugal pode não ser uma espécie de fácil observação, uma vez que está restricta a poucas zonas húmidas nacionais. O Paúl do Boquilobo, os Estuários do Tejo e Sado, a Lagoa de Santo André, a Ria Formosa e as salinas de Castro Marim são os principais locais de invernada da espécie, que só está presente como reprodutora no Paúl do Boquilobo, em Pêro Pião e na Ria Formosa.


Garça-branca-pequena

Egretta garzetta



Identificação - Distingue-se principalmente pela brancura da sua plumagem.
É uma garça de tamanho médio com um longo pescoço em forma de S, que está encolhido quando voa. A plumagem é totalmente branca e por vezes podem ser notadas algumas plumas compridas na parte posterior da cabeça. O bico e as patas são pretos, mas os dedos são amarelos. Quando em alimentação, é geralmente uma ave solitária, embora ocasionalmente forme bandos esparsos. No entanto, reúne-se em grandes bandos nos dormitórios e nas colónias. Distingue-se da garça-boieira pelo pescoço mais comprido e pelo bico preto e não amarelo.
Por vezes observam-se indivíduos com a plumagem cinzenta, que poderão ser variações melanísticas ou híbridos.



Abundância e calendário - A garça-branca-pequena é sobretudo residente e pode ser vista em Portugal durante todo o ano. É mais abundante no litoral, especialmente na metade sul do território e é relativamente rara no interior norte, especialmente em zonas de altitude. Nidifica colonial-mente havendo colónias importantes no Ribatejo, no Alentejo e no Algarve.




Onde observar - Esta garça pode ser encontrada em praticamente todas as zonas húmidas costeiras e também ocorre em barragens e açudes.
Entre Douro e Minho – o estuário do Minho, o estuário do Lima e o estuário do Cávado são os dois principais locais de ocorrência desta garça, que também se observa no estuário do Douro.
Litoral centro – pode ser vista com facilidade na ria de Aveiro, no estuário do Mondego e na lagoa de Óbidos. Por vezes também aparece na foz do Lis e na zona de São Martinho do Porto.
Beira interior – pouco numerosa, ocorre principalmente na Beira Baixa, podendo ser vista junto a algumas albufeiras da região, como a albufeira da Marateca.
Lisboa e Vale do Tejo – esta garça é comum no estuário do Tejo e pode ser vista regularmente em todo o perímetro do estuário (no parque do Tejo, no sítio das Hortas, na ribeira das Enguias, no sapal de Corroios e nas lezírias da Ponta da Erva). Na região existem importantes colónias no paul do Boquilobo e no Escaroupim. Também aparece em pequenos números na várzea de Loures.
Alentejo – no litoral é comum e observa-se facilmente no estuário do Sado, na lagoa de Santo André e na ribeira de Moinhos. Mais para o interior, ocorre em barragens e açudes, como a lagoa dos Patos e as barragens do Roxo, de Odivelas, da Póvoa, de Montargil, do Caia e do Alqueva. Também ocorre ao longo de ribeiras, como por exemplo a ribeira de Seda junto a Alter do Chão.
Algarve – é regular nas principais zonas húmidas da região, nomeadamente na ria de Alvor, no Ludo, na ria Formosa e também no sapal de Castro Marim. Também aparece regularmente na lagoa das Dunas Douradas. Durante a época de nidificação pode ser vista uma grande colónia na Ponta da Piedade, perto de Lagos.



quarta-feira, 23 de março de 2011

Papa-moscas-preto

Ficedula hypoleuca




Este migrador de passagem é uma das aves mais comuns no nosso território, embora apenas por um curto período de tempo, no final do Verão e no início do Outono.


Identificação
No período em que o papa-moscas-preto ocorre no nosso território apresenta já a plumagem de Inverno, menos vistosa que a plumagem nupcial. Esta última é raramente observada em Portugal, tratando-se, basicamente de uma combinação de preto no dorso e nuca, cauda preta, asas pretas com mancha branca nas primárias, e peito e garganta brancos (nos machos).
No Outono, esta espécie substitui os pretos por tonalidades acastanhadas, e sem ostentar a típica mancha branca na testa. Em ambas as plumagens é bastante notória a mancha branca nas asas, típica desta espécie.
Abundância e calendário
Presente durante os períodos migratórios, sendo particularmente comum na passagem outonal (de Agosto e princípios de Novembro), sendo Setembro o melhor mês de observação. Pode ocorrer um pouco por todo o lado, sendo mais frequentemente observado junto ao litoral.





http://www.avesdeportugal.info/fichyp.html

terça-feira, 22 de março de 2011

Bico-de-Lacre

Estrilda astrild


Identificação e características - É uma ave com o comprimento aproximado do Chamariz (11 cm), todavia apresenta uma estrutura distintiva das espécies da família dos Fringilídeos (a que pertencem o Chamariz e o Pintassilgo): cabeça mais curta, asas curtas e arredondadas, corpo mais "magro". As partes superiores são de um castanho acinzentado e as inferiores são mais claras (misto de um castanho pálido com rosa). A cauda é mais escura e o bico apresenta uma cor típica - vermelho lacre O género Estrilda, é essencialmente africano.

Distribuição e abundância - É uma espécie originária do continente africano, ocorrendo em toda a região situada a sul do paralelo 10º N. Foi introduzida em Portugal em 1964. Actualmente, o Bico-de-lacre distribui-se, de uma forma quase contínua, ao longo de toda a costa portuguesa onde é comum, desde Caminha (Alto Minho, distrito de Viana do Castelo) até Vila Real de Santo António (Algarve, distrito de Faro). No interior de Portugal encontra-se relativamente bem distribuído na metade sul do território, enquanto que no Norte possui um carácter mais localizado, ocorrendo nas bacias hidográficas dos rios Minho, Lima, Cávado, Ave e Douro. A distribuição do Bico-de-lacre em Portugal é muito influenciada pela topografia do país. Continua em processo de expansão.

Estatuto de conservação 
- Esta espécie não se encontra listada nem no "Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal" nem no "Birds in Europe: their Conservation Status", em virtude de ser uma espécie introduzida. Os problemas que se poderão colocar são os eventuais impactos negativos que poderá ter na avifauna indígena, devido à competição que pode eventualmente suscitar.

Habitat 
- Encontra-se associado a uma grande variedade de meios, que vão desde habitats associados a zonas húmidas, como caniçais e outra vegetação que bordeja as linhas de água, assim como a arrozais e outros meios agrícolas. Provavelmente, a sua facilidade de adaptação a diferentes habitats, foi um dos factores mais importantes para o sucesso da sua introdução em Portugal.



Alimentação - Espécie granívora, alimenta-se sobretudo de pequenas sementes, consumindo muito raramente insectos. Alimenta-se frequentemente aos pares ou em bandos, em terrenos com vegetação herbácea baixa, vegetação ribeirinha ou em campos agrícolas.

Reprodução - Em Portugal nidifica praticamente ao longo de todo ano o que também, terá contribuído para o rápido sucesso da sua expansão em Portugal. Tem várias posturas anuais. O território de nidificação, limita-se à área em redor do ninho. O ninho é construído no meio da vegetação tanto no interior dos arbustos, árvores como também em plantas herbáceas. Muitas vezes é construído no chão, no meio das ervas. A postura é composta normalmente por 4-6 ovos, e o período de incubação varia entre os 11 e os 12 dias. Os juvenis permanecem no ninho entre 17-21 dias.

Movimentos - É uma espécie fundamentalmente, sedentária contudo, pode realizar movimentos de carácter local.

Locais de observação
Pode ser observado numa grande variedade de locais de Norte a Sul do País. Destacamos as seguintes áreas pela facilidade de observação: Estuário do Rio Minho, Ria de Aveiro, Estuários do Tejo e Sado, Lagoa de Santo André e Ria Formosa.

Curiosidades
Em Portugal, o Bico-de-lacre expandiu-se mais rapidamente para norte (cerca de 13 km/ano) do que para sul (6 km/ano) a partir da área de introdução.



sábado, 19 de fevereiro de 2011

Streptopelia turtur

Rola-Comum

Distribuição
Esta espécie de rola pode ser encontrada na Europa, na Ásia e na Europa, onde ocorre entre a Primavera e o Outono.
Migrações
Até há poucas dezenas de anos, esta espécie era migratória. Voava, quando chegavam os dias mais frios, até ao Sul da Europa, junto do Mediterrâneo e até ao Norte de África, regressando ao ponto de partida na Primavera, quando as condições climatéricas eram mais favoráveis. Porém, nos últimos anos tem-se notado que nem todas as rolas fazem esse caminho, sobretudo as originárias do Sul da Europa, que por aí ficam durante todo o ano.
O ninho
A rola tem dificuldade em fazer o seu ninho, que pouco passa de alguns pequenos ramos planos cruzados entre si. Por esse motivo, as rolas procuram nidificar nos cedros ou em certos arbustos, onde facilmente dispõem de zonas de ramagem densa para poderem fazer o seu ninho.
Espécie cinegética
Como espécie cinegética, a rola comum é do interesse de grande parte dos caçadores, sendo uma das mais procuradas pelos caçadores portugueses. Encontra-se protegida durante uma significativa parte do ano, sendo as aves, nas épocas em que não existe protecção, monitorizadas, de modo a estudar as populações e verificar se não existem alterações de hábitos. Desta forma, a época de caça decorre de forma a que não se coloque a espécie em perigo. 
Alimentação
A sua alimentação é feita com base em pequenas sementes e bagos de cereal que vai encontrando no chão.
O arrulhar da rola é bastante conhecido e característico, funcionando como chamamento para outros animais da mesma espécie.
Tamanho
As rolas podem atingir um comprimento máximo de 30 cm, embora o tamanho mais comum seja 25 cm.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Phoenicurus Ochruros

Rabirruivo-Preto


Pode ser encontrado em todo o território europeu e asiático. No Inverno, para evitar o frio, migra para Sul. As populações europeias viajam até África, nunca ultrapassando contudo a zona central do continente.

Pode ser encontrado em todo o território de Portugal Continental.
Esta ave tem uma grande capacidade de adaptação já que, sendo originária de áreas rochosas e montanhosas, adaptou-se com facilidade às áreas urbanas e seus jardins, onde se reproduz com muita facilidade.
Estado de conservação
Esta ave não apresenta para já qualquer risco, pelo que o seu estado de conservação é Pouco Preocupante.
Tamanho
Mede cerca de 14 centímetros e pode ter uma envergadura de asas de cerca de 24 centímetros. 
Reprodução
Põe normalmente entre 4 e 6 ovos, que demora cerca de 13 dias a eclodir. Com frequência, fazem duas posturas anuais.
Alimentação
A base da sua alimentação são larvas e insectos, e ocasionalmente também se alimenta de sementes e bagas

domingo, 26 de dezembro de 2010

Corvo-marinho-de-faces-brancas

Phalacrocorax carbo



Identificação e características - O Corvo-marinho-de-faces-brancas (Phalacrocorax carbo) é uma ave de grande porte, esguia e de plumagem escura. Embora semelhante ao Corvo-marinho-de-crista (Phalacrocorax aristotelis) é maior e mais pesado, com o bico e pescoço mais grossos. Os adultos, em plumagem nupcial, têm o bico alaranjado e manchas brancas conspícuas nas coxas e na zona da garganta e face. As coberturas superiores são de cor castanho-bronze orladas a preto. Nas aves da subespécie sinensis o branco estende-se por todo o pescoço. Os juvenis são castanho-escuro com o ventre esbranquiçado.




Distribuição e abundância - Ocorre nos cinco continentes onde está representado por várias subespécies. No Paleártico tem uma vasta área de distribuição. As áreas de reprodução estendem-se desde as regiões árticas até zonas subtropicais, embora as maiores concentrações se localizem em latitudes médias. A subespécie P. c. carbo está presente no Norte da Europa onde os seus efectivos nidificantes tem conhecido um incremento notável, expandindo a sua população para sul até Espanha e Itália. A subespécie P. c. Sinensis está representada na Europa Central e do Sul. Em Portugal, onde ocorrem estas duas subespécies, os indivíduos são invernantes e migradores de passagem. A população tem vindo a crescer desde 1990 encontrando-se actualmente em estabilização. A população invernante no nosso país está estimada em cerca de 11000 indivíduos.
Estatuto de conservação - O aumento da população desta espécie a nível europeu prende-se com o sucesso da implementação de medidas de conservação da espécie e dos seus habitats e com o incremento da área ocupada por pisciculturas, onde a espécie se alimenta. Em Portugal, o aumento do número de aves deverá estar relacionado com a recuperação da espécie ao nível europeu bem como ao aumentos do número de tanques de piscicultura e de barragens no interior do país. No nosso país esta espécie tem estatuto de não ameaçada.



Factores de ameaça - O principal factor de ameaça poderá estar relacionado com o facto destas aves poderem tornar-se uma ameaça aos rendimentos da actividade piscícola (em particular das pisciculturas) e como tal, poderem voltar a ser perseguidas.


Habitat - Grande diversidade de habitats aquáticos dulceaquícolas, salobros e marinhos: estuários, lagoas costeiras, barragens, pauís, cursos de água, pisciculturas.

Alimentação - Alimenta-se quase exclusivamente de peixe mas também de crustáceos e anfíbios. Obtém o alimento enquanto nada debaixo de água, mergulhando a partir da superfície. Mergulha geralmente a pouca profundidade podendo, no entanto, atingir os 9 metros de profundidade.




Reprodução - É uma espécie colonial que pode juntar-se em grupos de milhares de casais. Reproduz-se frequentemente em colónias mistas com a Garça-cinzenta (Ardea cinerea). Os ninhos localizam-se em ilhas rochosas, falésias ou em árvores, geralmente perto de água, e são reutilizados em anos sucessivos. Após alguns anos, as árvores utilizadas para nidificar acabam por morrer devido aos excrementos das aves. Na construção dos ninhos utilizam ramos e plantas apanhadas na água ou algas para torná-los mais macios no interior. Os Corvos-marinhos-de-faces-brancas fazem apenas uma postura de 3-4 ovos em Março ou Abril. O período de incubação prolonga-se por 28-29 dias e cerca de 50 dias após a eclosão as crias estão aptas a voar.



Movimentos - Consoante a população, os indivíduos podem ser migadores, migradores parciais ou dispersivos. Parte da população do Norte e Centro da Europa é migradora invernando na Península Ibérica e Norte África. Muitos dispersam-se pela orla costeira próximo dos locais de reprodução em locais ricos em peixe. Em Portugal está presente desde finais de Agosto até meados de Abril. Os indivíduos invernantes no nosso país são oriundos da Europa Setentrional, Central e Ocidental. Nos Açores e na Madeira esta espécie é acidental.




Curiosidades - O Corvo-marinho-de-faces-brancas pode ser utilizado na pesca. Na Ásia Oriental esta forma de pesca é ainda utilizada para fins turísticos. É colocado um aro em redor do pescoço das aves de forma a impedir a ingestão das presas capturadas durante os mergulhos. A sua necessidade diária de alimento está estimada em cerca de 750 gramas de peixe.


Locais favoráveis de observação - É facilmente observado entre Setembro e Abril ao longo de toda a orla costeira mas também em barragens e cursos de água no interior. Os estuários do Minho, Sado, Tejo e a Ria Formosa constituem as áreas que albergam o maior número de indivíduos invernantes do nosso país.
Origem: Naturlink, ficha de espécies...

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Pato-mudo

  









O pato (conhecido em Portugal como pato-mudo) é uma ave que pertence a família Anserida e na qual estão inseridas as sub-famílias Dendrocygninae, Anatinae, Merginae ou Oxyurinae originária da América do Sul.
   São aves geralmente menores que os anserídeos (gansos e cisnes) e podem ser encontrados tanto em água doce como salgada. Os patos alimentam-se de vegetação aquática, moluscos e pequenos invertebrados e algumas espécies são aves migradoras.
   Os machos se diferenciam das fêmeas principalmente pela diferença dos sons emitidos pelos animais (o macho emite um som que se assemelha a de um assopro, enquanto a fêmea emite um som semelhante a algo como [fi'fi]) e por possuírem carúnculas ("verrugas vermelhas") na cabeça e ao redor dos olhos. Os patos são utilizados pelo homem na alimentação, vestuário (as penas) e de entretenimento (caça).
   Algumas pessoas caçam essas espécies (selvagens), fazendo com que a cada dia, se tornem menos numerosas, correndo risco de extinção, excepto as espécies criadas para corte (abate).
   O pato é um dos poucos animais da natureza que anda, nada e voa com razoável competência. É dotado de perfeito senso de direcção e comunidade