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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Peneireiro-cinzento

Elanus caeruleus


Esta rapina, como que levita no ar em busca de presas, peneirando e perscrutando o solo com os seus olhos vermelhos-escarlate.




O peneireiro-cinzento é uma ave de rapina pertencente à família Accipitridae, tem um comprimento aproximado de 33 cm e envergadura de 78 cm. Espécie de identificação acessível, já que possui uma tonalidade clara, apenas com as asas mais escuras, pelo que facilmente se localiza quando poisada num poste ou no topo de uma árvore. Nenhuma outra rapina de pequenas dimensões como o peneireiro-cinzento, possui um tom esbranquiçado. A curta distância, é possível vislumbrar o olho vermelho.


Quando observado por cima, distinguem-se facilmente os ombros escuros contrastantes com o claro do resto do corpo, e quando observado por baixo, são extremamente visíveis as pontas das asas escuras. O seu voo, levemente ondulado, e o peneirar com as asas em V, são bastante característicos. Quando detectam uma presa, deixam-se cair sobre ela com as asas bem puxadas atrás, como se fosse um helicóptero lento, numa posição única. Usualmente solitária ou em pares. Espécie monogâmica. Ambos os progenitores cuidam das crias até atingirem o estado adulto. Crias nidícolas. Faz o ninho em árvores, 3-20m acima do solo. Todos os anos são construídos novos ninhos, mas a mesma árvore pode ser utilizada em anos sucessivos. 



Alimenta-se essencialmente de pequenos mamíferos, répteis, aves e insectos. Espécie residente, em que os juvenis podem efectuar movimentos dispersivos de alguma dimensão. No Inverno, pode juntar-se em dormitórios de até poucas dezenas, sendo este fenómeno bastante localizado nas lezírias do estuário do Tejo, nos campos agrícolas entre Porto Covo e Vila Nova de Mil-fontes e nas planícies de Évora. Esta espécie é comum, mas pouco abundante, distribuindo-se por zonas agrícolas com espaços abertos, assim como em montados de azinho e sobro abertos.




quarta-feira, 29 de junho de 2011

Poupa

Upupa epops




A Poupa pertencente à família Upupidae (aves upopiformes ), esta ave encontra-se distribuída pela Europa, zonas tropicais da Àsia , toda a Àfrica excepto zonas desérticas e pelo Madagáscar. É característica de zonas agrícolas ou pastagens com pequenas matas e arbustos.
Com um comprimento de 26 a 28 centímetros, e uma envergadura de 42 a 46 centímetros, esta ave não pesa mais que 80 gramas e tem uma esperança média de vida de 11 anos.
Esta ave é caracterizada por possuir um bico comprido e arqueado, com uma crista eréctil. É esta crista em forma de poupa que lhe dá o nome. A sua plumagem é acastanhada , com as asas largas e arredondadas de listas pretas e brancas. A sua cauda longa é preta com uma barra branca larga. As patas são acinzentadas e curtas.
O seu canto é um característico hoop-hoop-hoop que pode ser repetido ao longo de vários minutos. Nidifica em buracos de árvores e muros de pedra. A postura é efectuada entre  Agosto e Outubro e é constituída por 2 a 7 ovos que variam entre as cores cinzento e amarelo. A incubação que dura cerca de 18 dias é efectuada pela fêmea. Ao fim de 3 ou 4 semanas, as crias estão prontas para os seus primeiros voos.



A principal característica dos ninhos das poupas é talvez o seu cheiro fétido, extremamente desagradável. O mau cheiro não se deve a falta de higiene no ninho, pois sabe-se que a fêmea o limpa cuidadosamente de todos os detritos, mas representa uma estratégia contra predadores. A fêmea e os juvenis desta espécie possuem uma glândula uropigial, capaz de segregar o líquido responsável pelo mau cheiro, que é expelido em caso de ameaça.
Desconfiada, passa grande parte do tempo a alimentar-se no solo. Caminha errantemente, mudando constantemente de direcção. Inverna em África. Voa frequentemente a baixa altitude, rente ao solo. Voo com ondulações curtas e batimentos irregulares, intercalados com deslizes. Ao aterrar, levanta a poupa, por breves instantes.
O estado de conservação da poupa é seguro, mas a espécie encontra-se em regressão na Europa. No último século desapareceu da Suécia, Holanda, Bélgica e grande parte da Alemanha, sobretudo devido à alteração das práticas agrícolas e à introdução do uso de insecticidas.
Alimenta-se essencialmente de minhocas e insectos. Embora prefira alimentar-se no solo, é também capaz de caçar insectos em voo.



domingo, 26 de junho de 2011

Guarda-rios

Alcedo atthis




Olha ali um guarda-rios” – eis como é muitas vezes anunciada a visão de uma flecha azul 
à superfície da água, o que imediatamente anima qualquer sessão de observação de aves. Esta pequena ave aquática é uma das espécies mais coloridas e encantadoras da avifauna portuguesa.


Identificação
Os guarda-rios são aves de pequeno a médio porte (10 a 46 cm de comprimento). Grande cabeça, bico comprido, asas largas, pernas e cauda curtas. Azul e verde brilhantes nas partes superiores - dorso e cauda parecem luminosos. Laranja avermelhado inferiormente. O bico do macho é preto acizentado, enquanto a fêmea tem a base da mandíbula inferior vermelha. Bastante tímido. Voo rápido e directo, bem por cima da água, vendo-se pouco as suas cores, mas o dorso e a cauda brilham. Mesmo nessa altura difícil de visualizar, mas anuncia-se com assobios agudos, "tzii". Uma verdadeira chuva de assobios, decaindo no tom é ouvida quando dois se encontram.




Habitat
Visto frequentemente em lagos ricos em peixe. Empoleira-se nos ramos por cima da água, debaixo de pontes. Pode permanecer imóvel por longos períodos, difícil de detectar, não sendo a exibição de cor muito proeminente nessa altura. Mergulha de cabeça para capturar peixe, geralmente do poleiro mas também após um breve peneirar.




Reprodução
Reproduz-se ao longo dos rios e ribeiros lentos, com bancos e socalcos arenosos, onde o ninho é escavado. Os guarda-rios são aves monogâmicas que formam casais permanentes na maioria das espécies. Há no entanto exemplos onde o casal reprodutor é auxiliado nos cuidados parentais por membros subordinados do grupo, frequentemente crias da postura anterior. A frequência de postura, feita sobretudo em cavidades no solo construidas por outros animais, varia de acordo com as espécies e condições ambientais entre 1 a 4 vezes por ano. Cada postura tem em média 3 a 6 ovos, que são incubados por ambos os membros do casal durante duas a quatro semanas. Os juvenis são totalmente dependentes dos pais durante as três a oito semanas seguintes. Quando as crias começam a voar, o casal diminui drasticamente a quantidade de comida que traz aos filhos para os incentivar a procurar alimentos sozinhos. Esta fase dura em média um mês, após o que o casal expulsa as crias do território.




Curiosidades

Também conhecido como pica-peixe. Os guarda-rios são aves diurnas e sedentárias, havendo no entanto exemplos de espécies parcialmente migratórias. Os guarda-rios adultos não fazem parte da dieta fundamental de nenhum outro animal graças à sua rapidez, mas os ninhos e os juvenis estão mais expostos e podem ser atacados por cobras, doninhas ou primatas. Os predadores conhecidos do grupo são sobretudo aves de rapina.




Fonte: agua online, wikipedia


quarta-feira, 27 de abril de 2011

Dedaleira

Digitalis purpurea


Dedaleira (do alemão "Roter Fingerhut" (dedal vermelho) para as flores desta planta), também chamada de "campainhas" pelo formato de suas flores, é uma erva lenhosa ou semilenhosa (Digitalis purpurea L.; Scrophulariaceae), venenosa, nativa da Europa. Pode ser cultivada como medicinal, por conterdigitalina, e também como ornamental, pois possui inúmeras variedades hortícolas de flores róseas ou brancas.


Esta planta fornece um importante medicamento cardíaco chamado digitalina, prescrito em alguns casos de arritmia ou insuficiência cardíaca.


Se impedida de terminar o ciclo através do corte da inflorescência murcha, retorna a florescer. Sua utilização medicinal deve ser muito criteriosa pois é uma planta muito tóxica em doses altas e se administrada a pessoas que não necessitam de seus efeitos. Excelente para bordaduras e maciços, jardineiras e vasos.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre

sábado, 23 de abril de 2011

Pintassilgo

Carduelis carduelis



É uma pequena ave fringilídea, comum em toda a Europa, mais abundante nas zonas central e meridional. É uma residente habitual nas zonas temperadas, mas as populações de latitudes mais altas migram para sul durante o inverno.



São aves de pequeno porte, com tamanho aproximado de 13 cm, com cerca de 20g, normalmente encontradas em bandos de até 40 indivíduos, fora da estação reprodutora. Na época do acasalamento, os pintassilgos separam-se por pares voltando a se unir após a vinda dos filhotes.



Os pintassilgos nidificam em terrenos abertos e bordas de bosques, em parques e jardins, entre Abril e Maio, pondo 4 a 6 ovos azuis com manchas pretas, que eclodem ao fim de 11 a 14 dias. Faz duas posturas e a incubação é feita pela fêmea. Alimenta-se basicamente de grãos silvestres. Gosta especialmente de sementes de cardos, o que deu origem ao nome do género. No Outono e inverno é avistado frequentemente em prados com muitos cardos. Porém, durante a alimentação das crias, procura também insectos.


O adulto possui a face vermelha e o resto da cabeça preta e branca. As asas são pretas com uma barra amarelo vivo, mais visível durante o voo. Uropígiobranco. Bico cor de marfim, mais escuro na ponta, grande e ponteagudo. Cauda furcada. É praticamente impossível distinguir os sexos no campo. O indivíduo jovem apresenta as asas idênticas ao adulto, e o restante corpo castanho-cinza claro com manchas mais escuras.
Tem um canto melodioso, levando a que seja ainda hoje capturado para gaiola.


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.



sexta-feira, 22 de abril de 2011

Fuinha-dos-juncos

Cisticola juncidis



A fuinha-dos-juncos é um pássaro da família Cisticolidae. É uma ave pequena, castanha e com o dorso riscado, que se esconde frequentemente por entre a vegetação, podendo por isso ser difícil de observar. Contudo, o seu canto, emitido em voo, torna esta pequena ave muito conspícua.




O canto faz lembrar o som de um insecto e consiste numa única nota emitida a intervalos de cerca de 1 segundo: "zit... zit... zit...".
O seu ninho é construído no solo, por entre as ervas.




Esta espécie distribui-se pelo sul da Europa e por uma grande parte de África. Em Portugal é comum em espaços abertos, sendo especialmente numerosa nas terras baixas do litoral. A fuinha-dos-juncos é uma ave muito sensível às baixas temperaturas, o que explica em parte a sua escassez nas zonas serranas do interior norte e centro.





Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

domingo, 10 de abril de 2011

Joaninha


Coleópteros


Joaninha é o nome popular dos insectos coleópteros da família Coccinellidae. Os cocinelídeos possuem corpo semi-esférico, cabeça pequena, 6 patas muito curtas e asas membranosas muito desenvolvidas, protegidas por uma carapaça quitinosa que geralmente apresenta cores vistosas.



 Podem medir de 1 até 10 milímetros, vivendo até 180 dias. Como os demais coleópteros, passam por uma metamorfose completa durante seu desenvolvimento; seus ovos eclodem em 1 semana e o estágio larval é de 3 semanas, durante o qual o insecto já apresenta a mesma alimentação do adulto (imago). As larvas, geralmente, tem corpo achatado e longo, com tubérculos ou espinhos e faixas coloridas ao seu longo. Possui duas antenas que servem para sentir o cheiro e o gosto. Há cerca de 4500 espécies na família, distribuídas por 350 géneros, distinguíveis pelos padrões de cores e pintas da carapaça.



As joaninhas são predadores no mundo dos insectos e alimentam-se de afídeos, moscas da fruta, pulgões, piolhos da folha e outros tipos de insectos, a maioria deles nocivos para as plantas. Uma vez que a maioria das suas presas causa estragos às colheitas e plantações, as joaninhas são consideradas benéficas pelos agricultores. 



Apesar da grande utilidade, estes insectos sofrem ameaça dos agro tóxicos utilizados pelos agricultores em suas plantações, embora a maioria das espécies não seja considerada como ameaçadas.

Abelharuco-comum

Merops apiaster




O abelharuco-comum é uma ave de médio porte, com 25 a 30 cm de comprimento. É muito colorido, com plumagem de cores muito distintas: o dorso é castanho escuro na zona da cabeça, com gradação para amarelo para a área posterior e asas; a garganta é amarela, com uma bordadura fina de negro; o peito e zona ventral é azul claro; as asas são verdes com uma mancha central castanha-clara; tem uma máscara negra em torno dos olhos.




 Têm uma alimentação baseada em insectos, principalmente abelhas e vespas, como o seu próprio nome comum do grupo indica. As presas são caçadas em voo e antes de ingerir a sua refeição, o abelharuco retira o ferrão do insecto esmagando-o contra uma superfície dura.




O ninho é construído num túnel, que pode atingir 2 metros de comprimento, escavado pelo casal no solo ou em bancos arenosos de rios. O túnel é forrado com folhas ou restos de insectos. A postura tem 2 a 6 ovos, incubados ao longo de cerca de 20 dias por macho e fêmea. Os juvenis são alimentados por ambos os progenitores durante cerca de um mês, no ninho, e permanecem mais ou menos dependentes por mais três semanas fora do ninho.






sexta-feira, 1 de abril de 2011

Garça-branca-pequena

Egretta garzetta



Identificação - Distingue-se principalmente pela brancura da sua plumagem.
É uma garça de tamanho médio com um longo pescoço em forma de S, que está encolhido quando voa. A plumagem é totalmente branca e por vezes podem ser notadas algumas plumas compridas na parte posterior da cabeça. O bico e as patas são pretos, mas os dedos são amarelos. Quando em alimentação, é geralmente uma ave solitária, embora ocasionalmente forme bandos esparsos. No entanto, reúne-se em grandes bandos nos dormitórios e nas colónias. Distingue-se da garça-boieira pelo pescoço mais comprido e pelo bico preto e não amarelo.
Por vezes observam-se indivíduos com a plumagem cinzenta, que poderão ser variações melanísticas ou híbridos.



Abundância e calendário - A garça-branca-pequena é sobretudo residente e pode ser vista em Portugal durante todo o ano. É mais abundante no litoral, especialmente na metade sul do território e é relativamente rara no interior norte, especialmente em zonas de altitude. Nidifica colonial-mente havendo colónias importantes no Ribatejo, no Alentejo e no Algarve.




Onde observar - Esta garça pode ser encontrada em praticamente todas as zonas húmidas costeiras e também ocorre em barragens e açudes.
Entre Douro e Minho – o estuário do Minho, o estuário do Lima e o estuário do Cávado são os dois principais locais de ocorrência desta garça, que também se observa no estuário do Douro.
Litoral centro – pode ser vista com facilidade na ria de Aveiro, no estuário do Mondego e na lagoa de Óbidos. Por vezes também aparece na foz do Lis e na zona de São Martinho do Porto.
Beira interior – pouco numerosa, ocorre principalmente na Beira Baixa, podendo ser vista junto a algumas albufeiras da região, como a albufeira da Marateca.
Lisboa e Vale do Tejo – esta garça é comum no estuário do Tejo e pode ser vista regularmente em todo o perímetro do estuário (no parque do Tejo, no sítio das Hortas, na ribeira das Enguias, no sapal de Corroios e nas lezírias da Ponta da Erva). Na região existem importantes colónias no paul do Boquilobo e no Escaroupim. Também aparece em pequenos números na várzea de Loures.
Alentejo – no litoral é comum e observa-se facilmente no estuário do Sado, na lagoa de Santo André e na ribeira de Moinhos. Mais para o interior, ocorre em barragens e açudes, como a lagoa dos Patos e as barragens do Roxo, de Odivelas, da Póvoa, de Montargil, do Caia e do Alqueva. Também ocorre ao longo de ribeiras, como por exemplo a ribeira de Seda junto a Alter do Chão.
Algarve – é regular nas principais zonas húmidas da região, nomeadamente na ria de Alvor, no Ludo, na ria Formosa e também no sapal de Castro Marim. Também aparece regularmente na lagoa das Dunas Douradas. Durante a época de nidificação pode ser vista uma grande colónia na Ponta da Piedade, perto de Lagos.



terça-feira, 29 de março de 2011

Lagartixa-ibérica

Podarcis hispânica


IDENTIFICAÇÃO E CARACTERÍSTICAS
A Lagartixa-ibérica (Podarcis hispânica) é um sáurio (grupo de répteis vulgarmente conhecidos por lagartos) de tamanho médio, alcançando 18 cm de comprimento total (incluindo a cauda, que compreende cerca de dois terços do comprimento do animal). A cabeça achatada e as órbitas salientes são características diagnosticantes da espécie. A coloração é muito variável. No dorso, os indivíduos podem apresentar tons que vão desde o castanho claro ao verde intenso. Nos flancos, é comum a presença de um reticulado mais escuro, verde, castanho ou preto.
Nesta espécie o dimorfismo sexual é perceptível ao nível do tamanho, sendo os machos maiores do que as fêmeas, e na coloração, sendo o reticulado dos flancos em geral menos intenso nas fêmeas. Os juvenis são muito parecidos com os adultos apenas diferindo normalmente na menor pigmentação ventral e, claro, no tamanho.





DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA
Ocorre em practicamente toda a Península Ibérica, na costa mediterrânica francesa e em áreas costeiras montanhosas do Norte de África. A taxonomia desta espécie é controversa estando em fase de revisão. Actualmente é reconhecida a existência de duas formas em Portugal. APodarcis hispânica tipo1, que se encontra a norte do rio Tejo, nas zonas norte e interior centro do País, e a Podarcis hispânica tipo2, que se distribui a sul e a oeste do território nacional.


ESTATUTO DE CONSERVAÇÃO E FACTORES DE AMEAÇA
Considerada como “Não ameaçada” em Portugal. Não são conhecidas ameaças específicas a esta espécie, sendo mesmo bastante comum na maior parte da sua distribuição. Esta espécie faz parte do Anexo II da Convenção de Berna.




HABITAT
Ocorre numa grande variedade de biótipos, preferindo áreas abertas de substrato predominantemente rochoso como prados e olivais ou carvalhais dispersos. É também muito comum em zonas urbanas, utilizando as construções em ruínas ou os muros como refúgio. Distribui-se desde o nível do mar até aos 1600 metros de altitude na Serra da Estrela.



ALIMENTAÇÃO
É uma espécie insectívora alimentando-se principalmente de centopeias, moscas, escaravelhos, aranhas, gafanhotos e outros invertebrados. Em meios urbanos pode também consumir restos de alimentos e outros detritos.




REPRODUÇÃO
É uma espécie territorial onde cada macho defende o seu território de uma possível intrusão de outros machos concorrentes. A reprodução desta espécie inicia-se em Fevereiro, podendo a época de acasalamento estender-se até Abril. Durante o acasalamento os machos seguram as fêmeas mordendo-lhes o baixo ventre ou, mais raramente na base da cauda. As posturas, podem ser de um a cinco ovos, tendo normalmente lugar entre Abril e Junho. Deste modo, muitas fêmeas são capazes de efectuar duas e até três posturas por ano. O período de incubação é de cerca de dois meses, tendo a eclosão lugar a partir de Junho até Setembro. A longevidade desta espécie é de aproximadamente três anos.



COMPORTAMENTO
Tem hábitos diurnos, estando activa durante todo o ano se as temperaturas forem superiores a 13 ºC. O período de maior actividade é a Primavera. A sua temperatura corporal varia entre os 26 e 41ºC, utilizando o substrato rochoso como principal fonte de calor. O seu corpo e cabeça achatados maximizam o aproveitamento de fendas em muros, amontoados de pedras e outros substratos rochosos, locais de ocorrência preferencial. Como meio de defesa utiliza principalmente a fuga e a capacidade de autotomia da cauda. A autotomia consiste na existência de pontos de fractura que facilitam, neste caso, a separação da cauda do resto do corpo. Assim, em caso de um animal ser apanhado pela cauda por um predador, conseguirá fugir. Nesta eventualidade os músculos da cauda continuam a contrair-se, durante alguns segundos, mesmo depois desta ser separada do resto do corpo. Esta capacidade permite atrair a atenção do predador e a fuga ao animal. A cauda é posteriormente regenerada embora seja normalmente distinguível pela diferente coloração que apresenta.