sexta-feira, 22 de abril de 2011

Fuinha-dos-juncos

Cisticola juncidis



A fuinha-dos-juncos é um pássaro da família Cisticolidae. É uma ave pequena, castanha e com o dorso riscado, que se esconde frequentemente por entre a vegetação, podendo por isso ser difícil de observar. Contudo, o seu canto, emitido em voo, torna esta pequena ave muito conspícua.




O canto faz lembrar o som de um insecto e consiste numa única nota emitida a intervalos de cerca de 1 segundo: "zit... zit... zit...".
O seu ninho é construído no solo, por entre as ervas.




Esta espécie distribui-se pelo sul da Europa e por uma grande parte de África. Em Portugal é comum em espaços abertos, sendo especialmente numerosa nas terras baixas do litoral. A fuinha-dos-juncos é uma ave muito sensível às baixas temperaturas, o que explica em parte a sua escassez nas zonas serranas do interior norte e centro.





Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Diplópode

 Diplópodo, Milípede


São vulgarmente conhecidos em Portugal por maria-cafés (na Madeira por bichos-de-vaca ou vacas pretas).


São animais herbívoros e detritívoros, isto é, se alimentam de detritos, como matéria vegetal morta. Quando se sentem ameaçados, os diplópodes enrolam-se, fingindo-se de mortos. Em outras situações, eliminam substâncias repelentes que afastam predadores, como o cianeto de hidrogénio. O corpo dos diplópodes é dividido somente em cabeça pequeno tórax e um longo abdómen segmentado.


Possuem um corpo cilíndrico, com um par de antenas, olhos simples e dois pares de patas locomotoras por segmento (que podem variar de 20 a 100) e seu sistema respiratório é traqueal. Sua reprodução é sexuada. Todos os diplópodes são ovíparos.



Os Diplópodes antigamente pertenciam à classe dos Miriápodes, junto com os Quilópodes. As diferenças entre as duas novas classes são que Quilópodes tem forcípulas (que inoculam veneno), Diplópodes tem antenas; Quilópodes são carnívoros, Diplópodes são herbívoros; Diplópodes são cilíndricos,Quilópodes são achatados; Quilópodes tem 1 par de patas por segmento, Diplópodes tem 2 pares de patas por segmento.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

domingo, 10 de abril de 2011

Joaninha


Coleópteros


Joaninha é o nome popular dos insectos coleópteros da família Coccinellidae. Os cocinelídeos possuem corpo semi-esférico, cabeça pequena, 6 patas muito curtas e asas membranosas muito desenvolvidas, protegidas por uma carapaça quitinosa que geralmente apresenta cores vistosas.



 Podem medir de 1 até 10 milímetros, vivendo até 180 dias. Como os demais coleópteros, passam por uma metamorfose completa durante seu desenvolvimento; seus ovos eclodem em 1 semana e o estágio larval é de 3 semanas, durante o qual o insecto já apresenta a mesma alimentação do adulto (imago). As larvas, geralmente, tem corpo achatado e longo, com tubérculos ou espinhos e faixas coloridas ao seu longo. Possui duas antenas que servem para sentir o cheiro e o gosto. Há cerca de 4500 espécies na família, distribuídas por 350 géneros, distinguíveis pelos padrões de cores e pintas da carapaça.



As joaninhas são predadores no mundo dos insectos e alimentam-se de afídeos, moscas da fruta, pulgões, piolhos da folha e outros tipos de insectos, a maioria deles nocivos para as plantas. Uma vez que a maioria das suas presas causa estragos às colheitas e plantações, as joaninhas são consideradas benéficas pelos agricultores. 



Apesar da grande utilidade, estes insectos sofrem ameaça dos agro tóxicos utilizados pelos agricultores em suas plantações, embora a maioria das espécies não seja considerada como ameaçadas.

Abelharuco-comum

Merops apiaster




O abelharuco-comum é uma ave de médio porte, com 25 a 30 cm de comprimento. É muito colorido, com plumagem de cores muito distintas: o dorso é castanho escuro na zona da cabeça, com gradação para amarelo para a área posterior e asas; a garganta é amarela, com uma bordadura fina de negro; o peito e zona ventral é azul claro; as asas são verdes com uma mancha central castanha-clara; tem uma máscara negra em torno dos olhos.




 Têm uma alimentação baseada em insectos, principalmente abelhas e vespas, como o seu próprio nome comum do grupo indica. As presas são caçadas em voo e antes de ingerir a sua refeição, o abelharuco retira o ferrão do insecto esmagando-o contra uma superfície dura.




O ninho é construído num túnel, que pode atingir 2 metros de comprimento, escavado pelo casal no solo ou em bancos arenosos de rios. O túnel é forrado com folhas ou restos de insectos. A postura tem 2 a 6 ovos, incubados ao longo de cerca de 20 dias por macho e fêmea. Os juvenis são alimentados por ambos os progenitores durante cerca de um mês, no ninho, e permanecem mais ou menos dependentes por mais três semanas fora do ninho.






quinta-feira, 7 de abril de 2011

Lagarta Borboleta-das-couves

Pieris-brassicae





Cobra-de-escada

Rhinechis-scalaris (juvenil)


Identificação - Cobra robusta e de grande tamanho. Cabeça larga, bem diferenciada do resto do corpo, com focinho pontiagudo e proeminente relativamente à mandíbula inferior. Olhos pequenos, com pupila arredondada e íris de cor castanha-escura. Dorso com duas linhas escuras longitudinais, sobre uma coloração de fundo acastanhada, amarelada ou ligeiramente rosada. Apresenta pequenas manchas escuras na cabeça e na zona de sutura das escamas labiais, e possui frequentemente uma banda escura desde a parte posterior do olho até à comissura da boca. Ventral mente, apresenta tons esbranquiçados, acinzentados ou amarelados, sobre os quais podem aparecer manchas escuras.



Habitat - Habita numa grande variedade de biótipos, ocorrendo preferencialmente em áreas secas e expostas. Encontram-se em zonas de matos, clareiras de bosques caducifólios ou de pinhais, e campos agrícolas, podendo ocorrer também em meios rurais e urbanos, sobretudo em muros de pedra, ruínas ou telhados de habitações.


Comportamentos - É uma espécie de hábitos essencialmente diurnos, mas durante os meses mais quentes pode exibir também alguma actividade crepuscular e nocturna, sobretudo em busca de alimento ou de um par para acasalar. Passa por um período de inactividade invernal. Extremamente voraz, ao encontrar um ninho de roedores é capaz de engolir um deles enquanto mantém mais duas ou três crias semiestranguladas com o corpo, as quais engole de seguida, uma a uma, com inusitada rapidez.




Reprodução - A sua reprodução ocorre desde o final da Primavera até meados do Verão. A agressividade da espécie pode ser observada também durante o acasalamento, pois em certas ocasiões, no acto da cópula, o macho chega a morder a fêmea no dorso. As fêmeas depositam entre 4 a 24 ovos, normalmente debaixo de pedras, em tocas abandonadas de micromamíferos ou em buracos por si cavados.




Dieta - A sua dieta baseia-se no consumo de micromamíferos, diversos répteis (sobretudo a lagartixa-mato-comum, a lagartixa-de-dedos-dentados e o sardão), juvenis de coelho-bravo e lebre e várias aves, destacando-se neste caso a sua acção predadora sobre os ninhos.
http://naturdata.com/Rhinechis-scalaris-2047.htm


sexta-feira, 1 de abril de 2011

Colhereiro

Platalea leucorodia


Características e identificação - O Colhereiro (Platalea leucorodia) pertence à família Threskiornithidae e é o único representante desta família (que inclui várias espécies de ibis) com presença regular em Portugal. Com cerca de 80 a 90 cm de comprimento, 115 a 130 cm de envergadura, pescoço e patas compridas e uma plumagem maioritariamente branca, o Colhereiro assemelha-se a uma garça-branca de grande dimensão. Apresenta, no entanto, pescoço e patas mais longas, plumagem de um tom branco-creme e um bico inconfundível, comprido e terminando em forma de colher. Na plumagem nupcial os adultos apresentam uma poupa de penas amarelo-pálido, uma mancha alaranjada na base do bico e uma banda alaranjada à volta do peito. O bico é preto com a extremidade alaranjada na estação reprodutora; as patas são pretas. Nos juvenis as pontas das asas são pretas; o bico é cor-de-rosa, tornando-se preto no primeiro Inverno. Trata-se de uma espécie que não oferece qualquer dificuldade de identificação quando bem observada, nomeadamente quando é possível observar o seu bico inconfundível.

Distribuição e abundância - Distribui-se de forma dispersa na Europa, principalmente nas regiões orientais, estando presente no Ocidente, mas ausente no Norte. Quase três quartos da população mundial nidificam na Europa (entre 5.000 e 9.000 casais), localizando-se os principais núcleos reprodutores na Rússia, Turquia, Hungria, Ucrânia, Países Baixos e Espanha. Para além do Paleárctico Ocidental, nidifica da Ásia Central, até ao Norte da China e desde a Índia até à costa africana do Mar Vermelho, e inverna no Norte de África. Em Portugal está presente no litoral sul do país como invernante, concentrando-se a maioria destas aves nos Estuários do Tejo e Sado, na Lagoa de Santo André e, principalmente, na Ria Formosa e Castro Marim. Como nidificante é raro, tendo mesmo chegado a desaparecer. No entanto, na última década estabeleceu-se novamente como nidificante no Paúl do Boquilobo, em Pêro Pião e na Ria Formosa.
Estatuto de conservação - Esta espécie encontra-se em acentuado declínio no que respeita a mais de dois terços da sua população, embora se registe um actual aumento na Europa Ocidental. Em Portugal tem estatuto de vulnerável. A nível europeu encontra-se protegido pelas convenções de Cites (Anexo II), Bona (Anexo II) e Berna (Anexo II) e ainda pela Directiva Aves (Anexo I).
Factores de ameaça - As principais causas de declínio desta espécie são a perda de locais de nidificação e de alimentação, devido às drenagens, deterioração e perturbação das zonas húmidas. Outros factores de ameaça são a exploração de ovos e crias e a poluição dos corpos de água utilizados como áreas de alimentação.
Habitat - Ocorre principalmente em zonas de clima quente, penetrando localmente em regiões temperadas. Ocupa zonas húmidas de baixa altitude e, de um modo geral, junto à costa, nomeadamente deltas de rios, estuários, lagoas e pauis. Os colhereiros necessitam, para se alimentar, de águas pouco profundas e de fundo lamacento. As colónias estabelecem-se em extensos caniçais, geralmente com arbustos e árvores, ou em ilhas, em locais seguros em relação à perturbação e a predadores terrestres.
Alimentação - Os colhereiros procuram o alimento em águas pouco profundas, em geral até aos 30 cm de profundidade. Caminhando, muitas vezes em grupo, fazem passar o bico com movimentos ceifantes, na cadência dos seus passos, através das camadas fluidas de lama. Deste modo capturam animais que vivem na lama ou que ali se escondem, principalmente insectos e as suas larvas, incluindo Coleoptera, Odonata, Trichoptera, Orthoptera, Diptera e Hemiptera. Alimentam-se ainda de pequenos peixes, moluscos, crustáceos, rãs, répteis e algum material vegetal.
Reprodução - Trata-se de uma espécie colonial, que pode formar colónias mistas com outras aves palustres, nomeadamente garças e corvos-marinhos. Os ninhos são construídos em caniços velhos ou, pontualmente, em árvores, encontrando-se a uma altura superior a 5 metros. De um modo geral, no centro de uma colónia a densidade de ninhos é muito elevada, podendo os vários ninhos, ao longo do tempo, formar uma única plataforma. A época de postura ocorre em Abril, sendo colocados entre 3 a 4 ovos manchados (por vezes 5 ou 6, raramente 7), que são incubados durante cerca de 25 dias. Os juvenis atingem a emancipação com 50 dias de idade.
Movimentos - Esta é uma espécie migradora e dispersiva. Os juvenis fazem pequenas deslocações em Julho e Agosto, mas as aves adultas só abandonam as colónias em Setembro, voltando no ano seguinte, em geral, no mês de Março. A migração é principalmente diurna, sendo comum observar bandos de colhereiros em formação. As populações nidificantes na Europa passam o Inverno na bacia do Mediterrâneo e no Nordeste de África, com excepção de algumas populações do Leste, que podem invernar no Médio Oriente e na Índia.
Curiosidades - A recolha de dados, através da leitura de anilhas, relativos à proveniência das aves reprodutoras em Portugal demonstrou que aquelas que nidificam na Ria Formosa e em Pêro Pião são maioritariamente de origem espanhola, enquanto que as do Boquilobo são, em geral, holandesas.

Locais favoráveis de observação - Em Portugal pode não ser uma espécie de fácil observação, uma vez que está restricta a poucas zonas húmidas nacionais. O Paúl do Boquilobo, os Estuários do Tejo e Sado, a Lagoa de Santo André, a Ria Formosa e as salinas de Castro Marim são os principais locais de invernada da espécie, que só está presente como reprodutora no Paúl do Boquilobo, em Pêro Pião e na Ria Formosa.


Garça-branca-pequena

Egretta garzetta



Identificação - Distingue-se principalmente pela brancura da sua plumagem.
É uma garça de tamanho médio com um longo pescoço em forma de S, que está encolhido quando voa. A plumagem é totalmente branca e por vezes podem ser notadas algumas plumas compridas na parte posterior da cabeça. O bico e as patas são pretos, mas os dedos são amarelos. Quando em alimentação, é geralmente uma ave solitária, embora ocasionalmente forme bandos esparsos. No entanto, reúne-se em grandes bandos nos dormitórios e nas colónias. Distingue-se da garça-boieira pelo pescoço mais comprido e pelo bico preto e não amarelo.
Por vezes observam-se indivíduos com a plumagem cinzenta, que poderão ser variações melanísticas ou híbridos.



Abundância e calendário - A garça-branca-pequena é sobretudo residente e pode ser vista em Portugal durante todo o ano. É mais abundante no litoral, especialmente na metade sul do território e é relativamente rara no interior norte, especialmente em zonas de altitude. Nidifica colonial-mente havendo colónias importantes no Ribatejo, no Alentejo e no Algarve.




Onde observar - Esta garça pode ser encontrada em praticamente todas as zonas húmidas costeiras e também ocorre em barragens e açudes.
Entre Douro e Minho – o estuário do Minho, o estuário do Lima e o estuário do Cávado são os dois principais locais de ocorrência desta garça, que também se observa no estuário do Douro.
Litoral centro – pode ser vista com facilidade na ria de Aveiro, no estuário do Mondego e na lagoa de Óbidos. Por vezes também aparece na foz do Lis e na zona de São Martinho do Porto.
Beira interior – pouco numerosa, ocorre principalmente na Beira Baixa, podendo ser vista junto a algumas albufeiras da região, como a albufeira da Marateca.
Lisboa e Vale do Tejo – esta garça é comum no estuário do Tejo e pode ser vista regularmente em todo o perímetro do estuário (no parque do Tejo, no sítio das Hortas, na ribeira das Enguias, no sapal de Corroios e nas lezírias da Ponta da Erva). Na região existem importantes colónias no paul do Boquilobo e no Escaroupim. Também aparece em pequenos números na várzea de Loures.
Alentejo – no litoral é comum e observa-se facilmente no estuário do Sado, na lagoa de Santo André e na ribeira de Moinhos. Mais para o interior, ocorre em barragens e açudes, como a lagoa dos Patos e as barragens do Roxo, de Odivelas, da Póvoa, de Montargil, do Caia e do Alqueva. Também ocorre ao longo de ribeiras, como por exemplo a ribeira de Seda junto a Alter do Chão.
Algarve – é regular nas principais zonas húmidas da região, nomeadamente na ria de Alvor, no Ludo, na ria Formosa e também no sapal de Castro Marim. Também aparece regularmente na lagoa das Dunas Douradas. Durante a época de nidificação pode ser vista uma grande colónia na Ponta da Piedade, perto de Lagos.