domingo, 26 de junho de 2011

Guarda-rios

Alcedo atthis




Olha ali um guarda-rios” – eis como é muitas vezes anunciada a visão de uma flecha azul 
à superfície da água, o que imediatamente anima qualquer sessão de observação de aves. Esta pequena ave aquática é uma das espécies mais coloridas e encantadoras da avifauna portuguesa.


Identificação
Os guarda-rios são aves de pequeno a médio porte (10 a 46 cm de comprimento). Grande cabeça, bico comprido, asas largas, pernas e cauda curtas. Azul e verde brilhantes nas partes superiores - dorso e cauda parecem luminosos. Laranja avermelhado inferiormente. O bico do macho é preto acizentado, enquanto a fêmea tem a base da mandíbula inferior vermelha. Bastante tímido. Voo rápido e directo, bem por cima da água, vendo-se pouco as suas cores, mas o dorso e a cauda brilham. Mesmo nessa altura difícil de visualizar, mas anuncia-se com assobios agudos, "tzii". Uma verdadeira chuva de assobios, decaindo no tom é ouvida quando dois se encontram.




Habitat
Visto frequentemente em lagos ricos em peixe. Empoleira-se nos ramos por cima da água, debaixo de pontes. Pode permanecer imóvel por longos períodos, difícil de detectar, não sendo a exibição de cor muito proeminente nessa altura. Mergulha de cabeça para capturar peixe, geralmente do poleiro mas também após um breve peneirar.




Reprodução
Reproduz-se ao longo dos rios e ribeiros lentos, com bancos e socalcos arenosos, onde o ninho é escavado. Os guarda-rios são aves monogâmicas que formam casais permanentes na maioria das espécies. Há no entanto exemplos onde o casal reprodutor é auxiliado nos cuidados parentais por membros subordinados do grupo, frequentemente crias da postura anterior. A frequência de postura, feita sobretudo em cavidades no solo construidas por outros animais, varia de acordo com as espécies e condições ambientais entre 1 a 4 vezes por ano. Cada postura tem em média 3 a 6 ovos, que são incubados por ambos os membros do casal durante duas a quatro semanas. Os juvenis são totalmente dependentes dos pais durante as três a oito semanas seguintes. Quando as crias começam a voar, o casal diminui drasticamente a quantidade de comida que traz aos filhos para os incentivar a procurar alimentos sozinhos. Esta fase dura em média um mês, após o que o casal expulsa as crias do território.




Curiosidades

Também conhecido como pica-peixe. Os guarda-rios são aves diurnas e sedentárias, havendo no entanto exemplos de espécies parcialmente migratórias. Os guarda-rios adultos não fazem parte da dieta fundamental de nenhum outro animal graças à sua rapidez, mas os ninhos e os juvenis estão mais expostos e podem ser atacados por cobras, doninhas ou primatas. Os predadores conhecidos do grupo são sobretudo aves de rapina.




Fonte: agua online, wikipedia


sábado, 28 de maio de 2011

Figueira-da-Índia

Opuntia ficus-indica


Identificação botânica

Designada muitas vezes pelo seu nome latim Opuntia (Opuntia ficus-indica), a figueira da índia é um cacto também conhecido por Nopal. Subespontâneo em muitos locais de Portugal, dá como fruto os figos da índia.



Princípios activos
Contém proantocianidinas oligoméricas com propriedades antioxidantes, taninos e mucilagens com acção cicatrizante.


Principais propriedades

Os suplementos alimentares, constituídos pelo parênquima (caule) desta planta (confundido, muitas vezes, por folhas), são úteis em tratamentos para perda de peso: ingeridos 30 minutos antes das refeições diminuem o apetite. Também são prescritos no controlo da diabetes tipo IIII e do colesterol elevado. Os frutos podem ser comidos (com moderação) para evitar a diarreia.



Outras propriedades
Tratamento das úlceras gástricas e síndroma do cólon irritável por ser cicatrizante. Co-adjuvante em problemas respiratórios como a tosse irritativa (juntamente com a alteia) ou bronquites (com o tomilho e eucalipto). Externamente, utiliza-se no eczema, psoríase e dores musculares.



quarta-feira, 27 de abril de 2011

Dedaleira

Digitalis purpurea


Dedaleira (do alemão "Roter Fingerhut" (dedal vermelho) para as flores desta planta), também chamada de "campainhas" pelo formato de suas flores, é uma erva lenhosa ou semilenhosa (Digitalis purpurea L.; Scrophulariaceae), venenosa, nativa da Europa. Pode ser cultivada como medicinal, por conterdigitalina, e também como ornamental, pois possui inúmeras variedades hortícolas de flores róseas ou brancas.


Esta planta fornece um importante medicamento cardíaco chamado digitalina, prescrito em alguns casos de arritmia ou insuficiência cardíaca.


Se impedida de terminar o ciclo através do corte da inflorescência murcha, retorna a florescer. Sua utilização medicinal deve ser muito criteriosa pois é uma planta muito tóxica em doses altas e se administrada a pessoas que não necessitam de seus efeitos. Excelente para bordaduras e maciços, jardineiras e vasos.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre

sábado, 23 de abril de 2011

Pintassilgo

Carduelis carduelis



É uma pequena ave fringilídea, comum em toda a Europa, mais abundante nas zonas central e meridional. É uma residente habitual nas zonas temperadas, mas as populações de latitudes mais altas migram para sul durante o inverno.



São aves de pequeno porte, com tamanho aproximado de 13 cm, com cerca de 20g, normalmente encontradas em bandos de até 40 indivíduos, fora da estação reprodutora. Na época do acasalamento, os pintassilgos separam-se por pares voltando a se unir após a vinda dos filhotes.



Os pintassilgos nidificam em terrenos abertos e bordas de bosques, em parques e jardins, entre Abril e Maio, pondo 4 a 6 ovos azuis com manchas pretas, que eclodem ao fim de 11 a 14 dias. Faz duas posturas e a incubação é feita pela fêmea. Alimenta-se basicamente de grãos silvestres. Gosta especialmente de sementes de cardos, o que deu origem ao nome do género. No Outono e inverno é avistado frequentemente em prados com muitos cardos. Porém, durante a alimentação das crias, procura também insectos.


O adulto possui a face vermelha e o resto da cabeça preta e branca. As asas são pretas com uma barra amarelo vivo, mais visível durante o voo. Uropígiobranco. Bico cor de marfim, mais escuro na ponta, grande e ponteagudo. Cauda furcada. É praticamente impossível distinguir os sexos no campo. O indivíduo jovem apresenta as asas idênticas ao adulto, e o restante corpo castanho-cinza claro com manchas mais escuras.
Tem um canto melodioso, levando a que seja ainda hoje capturado para gaiola.


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.



sexta-feira, 22 de abril de 2011

Fuinha-dos-juncos

Cisticola juncidis



A fuinha-dos-juncos é um pássaro da família Cisticolidae. É uma ave pequena, castanha e com o dorso riscado, que se esconde frequentemente por entre a vegetação, podendo por isso ser difícil de observar. Contudo, o seu canto, emitido em voo, torna esta pequena ave muito conspícua.




O canto faz lembrar o som de um insecto e consiste numa única nota emitida a intervalos de cerca de 1 segundo: "zit... zit... zit...".
O seu ninho é construído no solo, por entre as ervas.




Esta espécie distribui-se pelo sul da Europa e por uma grande parte de África. Em Portugal é comum em espaços abertos, sendo especialmente numerosa nas terras baixas do litoral. A fuinha-dos-juncos é uma ave muito sensível às baixas temperaturas, o que explica em parte a sua escassez nas zonas serranas do interior norte e centro.





Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Diplópode

 Diplópodo, Milípede


São vulgarmente conhecidos em Portugal por maria-cafés (na Madeira por bichos-de-vaca ou vacas pretas).


São animais herbívoros e detritívoros, isto é, se alimentam de detritos, como matéria vegetal morta. Quando se sentem ameaçados, os diplópodes enrolam-se, fingindo-se de mortos. Em outras situações, eliminam substâncias repelentes que afastam predadores, como o cianeto de hidrogénio. O corpo dos diplópodes é dividido somente em cabeça pequeno tórax e um longo abdómen segmentado.


Possuem um corpo cilíndrico, com um par de antenas, olhos simples e dois pares de patas locomotoras por segmento (que podem variar de 20 a 100) e seu sistema respiratório é traqueal. Sua reprodução é sexuada. Todos os diplópodes são ovíparos.



Os Diplópodes antigamente pertenciam à classe dos Miriápodes, junto com os Quilópodes. As diferenças entre as duas novas classes são que Quilópodes tem forcípulas (que inoculam veneno), Diplópodes tem antenas; Quilópodes são carnívoros, Diplópodes são herbívoros; Diplópodes são cilíndricos,Quilópodes são achatados; Quilópodes tem 1 par de patas por segmento, Diplópodes tem 2 pares de patas por segmento.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

domingo, 10 de abril de 2011

Joaninha


Coleópteros


Joaninha é o nome popular dos insectos coleópteros da família Coccinellidae. Os cocinelídeos possuem corpo semi-esférico, cabeça pequena, 6 patas muito curtas e asas membranosas muito desenvolvidas, protegidas por uma carapaça quitinosa que geralmente apresenta cores vistosas.



 Podem medir de 1 até 10 milímetros, vivendo até 180 dias. Como os demais coleópteros, passam por uma metamorfose completa durante seu desenvolvimento; seus ovos eclodem em 1 semana e o estágio larval é de 3 semanas, durante o qual o insecto já apresenta a mesma alimentação do adulto (imago). As larvas, geralmente, tem corpo achatado e longo, com tubérculos ou espinhos e faixas coloridas ao seu longo. Possui duas antenas que servem para sentir o cheiro e o gosto. Há cerca de 4500 espécies na família, distribuídas por 350 géneros, distinguíveis pelos padrões de cores e pintas da carapaça.



As joaninhas são predadores no mundo dos insectos e alimentam-se de afídeos, moscas da fruta, pulgões, piolhos da folha e outros tipos de insectos, a maioria deles nocivos para as plantas. Uma vez que a maioria das suas presas causa estragos às colheitas e plantações, as joaninhas são consideradas benéficas pelos agricultores. 



Apesar da grande utilidade, estes insectos sofrem ameaça dos agro tóxicos utilizados pelos agricultores em suas plantações, embora a maioria das espécies não seja considerada como ameaçadas.

Abelharuco-comum

Merops apiaster




O abelharuco-comum é uma ave de médio porte, com 25 a 30 cm de comprimento. É muito colorido, com plumagem de cores muito distintas: o dorso é castanho escuro na zona da cabeça, com gradação para amarelo para a área posterior e asas; a garganta é amarela, com uma bordadura fina de negro; o peito e zona ventral é azul claro; as asas são verdes com uma mancha central castanha-clara; tem uma máscara negra em torno dos olhos.




 Têm uma alimentação baseada em insectos, principalmente abelhas e vespas, como o seu próprio nome comum do grupo indica. As presas são caçadas em voo e antes de ingerir a sua refeição, o abelharuco retira o ferrão do insecto esmagando-o contra uma superfície dura.




O ninho é construído num túnel, que pode atingir 2 metros de comprimento, escavado pelo casal no solo ou em bancos arenosos de rios. O túnel é forrado com folhas ou restos de insectos. A postura tem 2 a 6 ovos, incubados ao longo de cerca de 20 dias por macho e fêmea. Os juvenis são alimentados por ambos os progenitores durante cerca de um mês, no ninho, e permanecem mais ou menos dependentes por mais três semanas fora do ninho.






quinta-feira, 7 de abril de 2011

Lagarta Borboleta-das-couves

Pieris-brassicae





Cobra-de-escada

Rhinechis-scalaris (juvenil)


Identificação - Cobra robusta e de grande tamanho. Cabeça larga, bem diferenciada do resto do corpo, com focinho pontiagudo e proeminente relativamente à mandíbula inferior. Olhos pequenos, com pupila arredondada e íris de cor castanha-escura. Dorso com duas linhas escuras longitudinais, sobre uma coloração de fundo acastanhada, amarelada ou ligeiramente rosada. Apresenta pequenas manchas escuras na cabeça e na zona de sutura das escamas labiais, e possui frequentemente uma banda escura desde a parte posterior do olho até à comissura da boca. Ventral mente, apresenta tons esbranquiçados, acinzentados ou amarelados, sobre os quais podem aparecer manchas escuras.



Habitat - Habita numa grande variedade de biótipos, ocorrendo preferencialmente em áreas secas e expostas. Encontram-se em zonas de matos, clareiras de bosques caducifólios ou de pinhais, e campos agrícolas, podendo ocorrer também em meios rurais e urbanos, sobretudo em muros de pedra, ruínas ou telhados de habitações.


Comportamentos - É uma espécie de hábitos essencialmente diurnos, mas durante os meses mais quentes pode exibir também alguma actividade crepuscular e nocturna, sobretudo em busca de alimento ou de um par para acasalar. Passa por um período de inactividade invernal. Extremamente voraz, ao encontrar um ninho de roedores é capaz de engolir um deles enquanto mantém mais duas ou três crias semiestranguladas com o corpo, as quais engole de seguida, uma a uma, com inusitada rapidez.




Reprodução - A sua reprodução ocorre desde o final da Primavera até meados do Verão. A agressividade da espécie pode ser observada também durante o acasalamento, pois em certas ocasiões, no acto da cópula, o macho chega a morder a fêmea no dorso. As fêmeas depositam entre 4 a 24 ovos, normalmente debaixo de pedras, em tocas abandonadas de micromamíferos ou em buracos por si cavados.




Dieta - A sua dieta baseia-se no consumo de micromamíferos, diversos répteis (sobretudo a lagartixa-mato-comum, a lagartixa-de-dedos-dentados e o sardão), juvenis de coelho-bravo e lebre e várias aves, destacando-se neste caso a sua acção predadora sobre os ninhos.
http://naturdata.com/Rhinechis-scalaris-2047.htm